ACTAS  
 
8/30/2012
Assembleia Extraordinária (Apresentação dos Trabalhos de Grupo)
 
Dep.Carlos Coelho

Muito boa tarde. Vamos dar início à sessão de apresentação de trabalhos de grupo e eu gostaria de começar por dar as boas-vindas ao Dr. Pedro Pinto e ao Dr. José d’Aguiar.

O Dr. Pedro Pinto é actualmente vice-presidente do PSD, foi presidente da JSD, desempenhou diversas funções, quer parlamentares (que actualmente exerce), quer de vereação municipal na Câmara Municipal de Lisboa, foi seu vice-presidente, e é das pessoas do PSD que mais dirigiu campanhas eleitorais e que mais experiência tem neste sector.

O Dr. José d’Aguiar, que já esteve connosco no briefing, fez toda a sua carreira na assessoria de comunicação e na assessoria eleitoral, apoiou vários processos eleitorais, quer como consultor quer como assessor de direcções de campanha, foi assessor de membros do Governo e actualmente é assessor da administração do AICEP, agência que trata do investimento português no estrangeiro.

No retrato falado, ohobbyde Pedro Pinto é tudo o que possa fazer no mar. José d’Aguiar diz que é um incorrigível enófilo. Na comida preferida, de Pedro Pinto é o bife tártaro e de José de Aguiar é o bacalhau com todos; o animal preferido é o golfinho para Pedro Pinto e o ornitorrinco para José d’Aguiar.

Os livros que sugerem: "A vida de Nelson Mandela” e "Diálogos com Sá Carneiro”. Os filmes que sugerem: "Charlie” e "Todos os homens do presidente”.

A qualidade que mais apreciam é a sinceridade e a honestidade.

Dito isto, vamos entrar de imediato na apresentação. Sabem quais são as regras: cada grupo tem 5 minutos para fazer a apresentação do vosso trabalho, seguir-se-á um ataque do candidato que vai pôr a nu as fragilidades da estratégia sugerida, durante 2 minutos, e o grupo que está a apresentar tem 2 minutos para se defender.

Portanto, são 5 minutos, mais 2 e mais 2; a gestão do tempo vai ser rigorosa, há um cronómetro na frente, um pequeno ecrã que não estão a ver, mas está à frente do púlpito e permite controlar o tempo. Quando estiver nos trinta ou vinte segundos avisarei e corto a palavra aos cinco minutos, ou aos dois minutos. Por isso, atenção ao tempo pois vamos ser implacáveis.

Este é um exercício que também vos prepara para a simulação da assembleia, tudo o que for importante devem dizer no tempo que vos está atribuído, não pode haver derrapagens. Dito isto, passo a condução dos trabalhos para o Duarte Marques.

 
Duarte Marques

Muito bem. Boa tarde a todos. Antes de mais, boa sorte a todos. Vamos dar início às hostilidades. A apresentação é feita daqui, como é normal, o ataque será feito do lugar.

Pedia-vos que fossem rápidos a sentar, aqueles que forem falar fiquem mais perto dos microfones. Sabem a ordem dos exercícios, portanto o exercício seguinte fiquem já preparados para ocupar o espaço.

A apresentação do grupo Amarelo ficará a cargo da Teresa Azóia, que chamo já para o palco, e o tempo começará a contar assim que tudo estiver pronto. O grupo Laranja fará o ataque e em seu nome quem fala é o Rafael Dias Almeida.

 
Dep.Carlos Coelho

Quem faz a defesa pode fazer do lugar ou do púlpito, é à escolha do grupo. Se for defender a partir do púlpito tem de já lá estar no início da apresentação, para evitarmos perder tempo com mais movimentações.

O púlpito é de quem apresenta, por isso, também naturalmente de quem defende; o que não podemos fazer é perder tempo com idas para o púlpito, por isso se preferirem defender do púlpito dirigem-se imediatamente para lá, se preferirem defender do lugar não há problema nenhum.

 
Duarte Marques
Rafael, o ataque é feito do lugar. Há mais alguma dúvida que queiram colocar? Sim.
 
Dep.Carlos Coelho

Não é possível, Hugo. Bem, o José d’Aguiar vai encontrar uma solução para isso, para vocês terem o cronómetro.

Muito bem.

 
Maria Teresa Azoia

Muito boa tarde a todas e a todos. Em nome do grupo Amarelo é uma grande honra estar aqui para apresentar a nossa estratégia de campanha para o próximo presidente da câmara municipal da cidade da Praia, Ulisses Correia e Silva.

Gostaríamos de começar por vos apresentar o organograma e a estrutura que entendemos ser simples mas eficaz para atingirmos o nosso objectivo. Decidimos dividir as áreas de actuação do staff em quatro principais áreas, nomeadamente a juventude – já perceberão mais à frente porquê -, a logística, o marketing e a comunicação, sendo que a área de comunicação ficará obviamente com a função da articulação com os órgãos de comunicação social.

A área do marketing na concepção e execução de todo o material de apoio à campanha, a área da logística, naquele importantíssimo papel de acompanhar o candidato e trabalhar mais no duro, e o coordenador para a juventude que ficará responsável por articular a campanha com as estruturas de juventude da cidade da Praia, nomeadamente clubes desportivos, escolas, associações, etc.

Teremos com certeza um director financeiro responsável por dirigir os custos e financiamentos da campanha, um director-adjunto que terá como principal objectivo, além de estar mais atento à questão da juventude e da logística, auxiliar o director da campanha e substitui-lo nas suas ausências e, finalmente, o responsável máximo de toda esta estrutura.

Entendemos que o posicionamento do candidato Ulisses deverá situar-se naquelas que são conhecidas como suas principais características, nomeadamente a honestidade, a integridade, o facto de ser conhecido por falar sempre verdade e também no seu entendimento sobre as questões da igualdade e da justiça social, principalmente também no que diz respeito à juventude.

Entendemos que otargetque devemos trabalhar é fundamentalmente a faixa etária dos 45 anos até os 54, sabendo que conseguimos chegar melhor aos homens que às mulheres. A nossa preocupação será também trabalhar as questões e problemáticas dos jovens, uma vez que é aqui que temos mais dificuldade em chegar ao eleitorado, não esquecendo também os 7,4% de indecisos que queremos chamar para nós.

Os temas que consideramos mais pertinentes e mais urgentes trabalhar e que consideramos que levarão o nosso candidato à vitória, são o rigor e a transparência na gestão municipal por contraposição àquilo que é o entendimento geral daquilo que é a actuação do actual presidente da câmara, a juventude como uma prioridade e por último a democratização no acesso aos serviços municipais numa óptica de "Praia para todos” e de igualdade, atendendo também a um dos problemas identificados que diz respeito à pobreza e a algum desfavorecimento.

Apresentamos aqui algumas das acções mais importantes no nosso programa que terá o nosso candidato possibilidade de consultar também em mais detalhe no documento que iremos entregar.

Começaremos desde já na preparação da documentação para oficializar a candidatura, dentro de um mês começaremos a formação dostaffe obriefingcom todos os candidatos e daremos início aos trabalhos nas redes sociais, mais uma vez com vista a chegar à juventude.

Dentro de dois meses faremos o primeiro lançamento e começaremos a acompanhar o nosso candidato em visitas importantes como por exemplo à Santa Casa da Misericórdia da cidade da Praia, outras associações e outros eventos importantes. Daqui a três meses, teremos um evento importante: levarmos o nosso candidato à Universidade de Praga com vista a perspectivar um protocolo entre os estudantes da cidade da Praia e também a Universidade de Praga.

A dois meses das eleições, faremos a apresentação oficial da candidatura. Nesta altura, apresentaremos uma segunda leva deoutdoorsque já terá referências e enfoques nas principais problemáticas que a população encontra, nomeadamente na segurança e também na questão da saúde.

No último mês teremos certamente mais trabalho e a campanha decorrerá de forma mais intensa. Teremos um debate na televisão contra o nosso principal adversário, campanha diariamente nas ruas e também na última semana obviamente o comício final de encerramento.

Gostaríamos, por fim, e atendendo às principais do candidato para a cidade de Praia e também pelas omissões deste executivo, deixamos o nosso sloganque é "O futuro é na Praia”.

Muito obrigada.

 
Duarte Marques
Obrigado. Dou agora a palavra ao Rafael Dias Almeida do grupo Laranja para o ataque.
 
Rafael Dias Almeida

Muito boa tarde. Em primeiro lugar, gostava de congratular a empresa pela excelente organização e planificação que fizeram. Mas agora queria focar aqui um pequenino ponto: sou considerado um candidato tecnocrata e foi isso que me prejudicou muito nas últimas eleições autárquicas, tal como prejudicou a candidata do PSD, em 2009, Manuela Ferreira Leite, que também falava a verdade, também era considerada honesta e tinha todos esses valores de que falámos, que são importantes e que eu também quero perfilhar.

Acontece que isso neste momento não chega. Neste momento, em Portugal e principalmente na cidade da Praia está a ser também avaliada a forma. Nós precisamos, em primeiro lugar, de acabar com esta imagem de tecnocracia. Sou inclusive acusado de obrigar a minha própria mãe a me tratar por doutor, o que é falso. Penso que para começar devíamos dar um carácter mais populista à campanha.

Não quero ser um Paulo Portas, uma vez que, como disse, tenho algum conteúdo, não que o senhor não tenha, mas acho que me fiz entender, acho que seria importante dar esse sentido um pouco mais populista. Em segundo lugar, omarketinge comunicação, penso que deviam ficar juntos e deveria ser criado um sector de assessoria de imprensa que trataria apenas disso e poderia trabalhar de uma forma muito mais coordenada sendo menos gente, sendo que omarketinge comunicação seriam trabalhados por mais gente.

Outra coisa que seria também bastante importante seria pensar até que ponto teríamos legitimidade para ir à Universidade de Praga, uma universidade internacional, quando somos apenas uma campanha que em princípio nem tem grandes probabilidades de ganhar.

Assim sendo, pedia que reavaliassem a vossa estratégia de campanha e pensassem nessa questão da tecnocraciaversuspopulismo. Sou tecnocrata, tenho valores, mas preciso de agradar ao eleitorado para depois poder aplicar esses valores na gestão da Praia. Muito obrigado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado, Rafael. Dou agora a palavra ao Pedro Rafael do grupo Amarelo para fazer a defesa da direcção de campanha; tem dois minutos.
 
Pedro Miguel Carvalho

Muito obrigado ao Dr. Ulisses, agradeço as suas questões. Vou começar pelo facto de ser tecnicamente um tecnocrata.

Como reparou, num estudo recentemente feito o candidato adversário é considerado corrupto. Por isso, queremos dar a sensação de que o senhor é um tecnocrata, o que ajudaria de certeza no favorecimento desta estratégia. Contudo, terá um mês de campanha nas ruas onde poderá demonstrar às pessoas que afinal é populista. Tendo, contudo, de ter atenção que na avaliação ao actual presidente de câmara, a população dá menor importância ao parâmetro das festas e actividades culturais.

Portanto, o meu conselho, se o senhor enquanto candidato quer ganhar estas eleições, é que não se meta muito por festas e actividades culturais. A sua outra questão, julgo que se prendia com a assessoria de imprensa. Temos o departamento de comunicação e obviamente não será só o director de comunicação, isso foi apenas a apresentação. Terá um gabinete mais vasto que o ajudará em tudo o que precisar.

Sobre a Universidade de Praga. Obviamente, no desenvolvimento desta estratégia a nossa empresa já fez contactos para que isso seja possível. Claro que não lhe faríamos esta proposta se ela fosse inviável ou impossível. Muito obrigado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques

Obrigado aos dois grupos. Chamava agora o grupo Bege para fazer a apresentação da estratégia de campanha e para o ataque o grupo Azul. Pelo grupo Bege está o Ivo Ribeiro e o ataque será feito pelo José Miguel do grupo Azul.

 
Ivo Ribeiro

Senhor Presidente, o presente documento é uma proposta de valor, que pretende apresentar um plano estratégico para cativar mais votos do eleitorado e consecutivamente ganharmos estas eleições.

Pretende-se que em seis meses se consiga inverter os papéis da comunidade da Praia e realmente ganharmos estas eleições. A popularidade do presidente é acentuada, mas acreditamos que temos as melhores medidas e estratégias para dar a volta às sondagens.

Começo por lhe apresentar o nosso organograma. O director de campanha serei eu, que tenho como responsabilidade coordenar todos os elementos da estrutura, sendo eu o responsável máximo pela realização da agenda e dos programas na campanha eleitoral. O director financeiro coordenará e compatibilizará os recursos financeiros.

E o seu mandatário que será escolhido por vossa excelência. Todos os elementos responderão ao director ou seu coordenador que por sua vez reportarão a mim, director de campanha, que reportarei a vossa excelência.

Temos como tarefas da campanha angariar apoio público, montar uma campanha eleitoral coesa, estimular um plano estratégico no município e elaborar comícios, visitas, momentos-chave, até ao dia da eleição, identificar temas relevantes par ao seu programa eleitoral e perante as necessidades do município, levantar temas e problemas do município que possam gerar impacto, identificar áreas e locais paraoutdoors, realizar um orçamento coeso e capaz para toda a campanha eleitoral.

Depois, temos aqui o nosso cronograma: será feito por duas campanhas de rua por dia no momento da campanha, duas visitas estratégicas por mês já no período da pré-campanha, uma mega-festa de encerramento, três comícios no período de campanha, a sua apresentação de candidatura com o seuslogane a sua assinatura de campanha e três fases de colocação deoutdoors.

Portanto, em Setembro teremos a formação da equipa, a finalização da estratégia, preparar militantes e apoiantes, criação de imagem e desite.

Depois em Outubro e Novembro visitas a locais estratégicos – isto na pré-campanha – e preparar as acções. Em Dezembro, teremos a sua apresentação pública: como assinatura será "Primeiro as pessoas”, tendo em conta que quer ser presidente quer estar junto das pessoas e também oslogan"Um presidente para si”.

Em Janeiro, começaremos as campanhas de rua, faremos os comícios, uma renovação deoutdoorscom outra mensagem: "Uma Praia melhor para todos”. Em Fevereiro, faremos uma última colocação deoutdoorsque terá como mensagem: "Uma Praia com rumo”.

O seu posicionamento será que o senhor é um homem de família, amigo dos seus amigos, honra, dignidade e lealdade. Os seustargetsserão ganhar proximidade com jovens e mulheres, reforçar a ligação com homens entre os 35 e os 45 anos. Osslogansconforme já indiquei serão nosoutdoors"Uma Praia melhor para todos”, "Uma Praia com rumo” e "Juntos pela Praia”.

As suas propostas de campanha terão de ser acentuadas na Segurança que é uma lacuna enorme na cidade, no Apoio Social e no Saneamento Básico que é degradante nesta cidade. Missão: ganhar! Juntos pela Praia, primeiro pelas pessoas!

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Dou agora a palavra por dois minutos ao candidato José Miguel do grupo Azul.
 
José Miguel

Bom, queria em primeiro lugar cumprimentar a empresa responsável por ter feito este desenho de campanha, mas dizer que há aqui algumas coisas que não consigo entender.

Se vocês sabem com base num estudo a que eu também tive acesso, que a população jovem é a que menos acredita que eu possa ganhar como é que não há então sequer um coordenador da juventude? Como é que eu posso chegar à juventude se não há sequer um coordenador para a juventude que mobilize a juventude para estar comigo?

Acho impressionante, acho uma falha muito grande de uma empresa que se diz experiente. Depois e não esquecendo este erro, quero dizer se a empresa tem consciência das dificuldades que se vivem hoje em Portugal? As pessoas vivem mal, estão pobres, há muita diferença entre ricos e pobres e os senhores falam-me em três fases deoutdoors? Três fases deoutdoors? Isto faz lembrar o Engenheiro Sócrates: distribuía baralhos de cartas, distribuía aventais e distribuía o que houvesse.

[RISOS, APLAUSOS]

As pessoas têm de olhar para nós como pessoas humildes; uma candidatura pobre mas responsável. Uma candidatura que como dizia no outro dia a Dr.ª Berta Cabral, quer investir em pessoas e deixar as infraestruturas. Que sinal é que damos se gastamos o dinheiro todo emoutdoors?

Nós temos de gastar o dinheiro é em tempo, tempo junto das pessoas, a perceber os problemas das pessoas. Depois, para terminar, acho que uma empresa tão profissional também não pode ser tão rápida. Devem ter consciência que a apresentar uma candidatura tão rapidamente esquecem do princípio da política que temos de andar devagarzinho e com passos certeiros chegarmos à vitória final.

Muito obrigado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Tem agora a tarefa de defender a empresa a Marta Tavares do grupo Bege. Tem dois minutos.
 
Marta Tavares

Caro amigo, penso que existe aqui um erro de apresentação. Certamente não deve ter assistido à mesma apresentação que eu: os jovens não foram relegados para um plano secundário. Agora, vejamos: temos de definir linhas estratégicas e não podemos chegar a todos, não podemos agradar a uns e por outro lado atacar, digamos assim, todos os pontos em que nós nos sentimos deficitários.

Certamente os jovens são uma preocupação, como não poderão deixar de ser; agora, como é que nós podemos ser um concelho, a Praia, se efectivamente temos défices ao nível de saneamento, ao nível de esgotos, ou seja, necessidades primárias?

Consciência em Portugal? Certamente deve-se ter enganado. Praia é em Cabo Verde. Não estamos aqui a falar de um território português, a realidade é outra. Certamente aventais e baralhos de cartas farão algum sentido, farão uso lá em casa, um avental dá imenso jeito e um baralho de cartas serve para actividades lúdicas. Não vejo por que não.

Andar devagarzinho? Acho que estes oito anos de governação não nos permitem andar devagarzinho. Acho que a política não deve apressada, mas também não deve ser levada com demasiada calma. No equilíbrio acho que reside exactamente a solução.

Penso que respondi a todas as questões. Obrigada.

 
Duarte Marques
Obrigado.
 
Dep.Carlos Coelho

Antes de passar para o grupo seguinte, só uma precisão: dizia-se claramente na vossa missão que nós usamos os dados da cidade da Praia para não usar dados de uma cidade portuguesa que criasse algum desequilíbrio entre os grupos. Isto é, grupos que tivessem alguém que conhecesse esse município. Mas que deviam trazer a campanha para a realidade portuguesa.

Portanto, faz todo o sentido situar a campanha em Portugal porque é isso que estava expressamente pedido na missão que vos foi atribuída.

Sabemos que estamos a trabalhar com dados estatísticos da Praia, que definem uma caracterização própria, mas a estratégia eleitoral tem de ser transportada para Portugal. Era isso que estava pedido.

O seguinte, Duarte.

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Vou passar agora a palavra para a apresentação do grupo Cinzento com a Rebeca Lopes e o André Neves. Vai defender o grupo Encarnado pela voz do Diogo Godinho.
 
Rebeca Peres Lopes

Muito boa tarde a todos. Em primeiro lugar vamos falar da estrutura da campanha. O candidato vai trabalhar directamente com quatro pessoas: o assessor de imagem, o assessor político, o assessor de imprensa que coordenará toda a parte ligada com comunicação e o director campanha que vai coordenar a restante estrutura.

Em segundo lugar vamos falar dostargets. A importância dostargetspara a estratégia de campanha é extremamente relevante, vão nos fornecer os dados que precisamos para conquistar o eleitorado e ganhar as eleições.

Os candidatos a conquistar são maioritariamente mulheres e jovens com idades compreendidas entre os 24 e os 34 anos, e também embora a diferença não seja muito grande as mulheres entre os 24 e os 34 anos demonstram-se mais indecisas do que os homens.

Ostargetsdão-nos também informação que nos permite, por exemplo, saber que brinde de campanha adoptar:pen drivepara jovens, lenços e bolsas para mulheres, mini-lanternas para chamar a atenção para a falta de iluminação, canetas e blocos de notas para agradar aos sectores de serviços de comunicação, assim como t-shirts.

Em terceiro lugar falemos do posicionamento do candidato. É tido por algum eleitorado como um candidato com uma personalidade arrogante. Temos de combater esta imagem, mas nunca criando uma imagem falsa, nunca criando uma imagem daquilo que o candidato não é, por isso ele deve ser honesto mas não humilde, solidário mas não populista, é um homem de palavra porque cumpre aquilo que promete, é um homem atraente que terá uma imagem tanto quanto possível do ideal das mulheres daquele concelho.

É tecnicamente competente e com formação no estrangeiro, tentando assim combater a carência de experiência que é apresentada nas sondagens. Quanto ao nosso posicionamento perante o adversário, 72% avaliam-no de forma positiva, por isso é importante fazer uma campanha pela positiva sem ataques pessoais, realçando o que queremos fazer e quais são as propostas para o concelho.

Podemos até reconhecer o seu trabalho, mas é importante deixar claro que agora é preciso mudar.

André, agora é contigo.

 
André Neves

Quanto aos principais temas das propostas do nosso candidato, não interessa dispersar informação, é preciso divulgar junto da população para ser interiorizada. Por isso, primeira proposta: programa Praia Segura, que visa essencialmente combater o sentimento de insegurança de pessoas e bens, que existe no concelho.

Segunda proposta: plano social com apoio aos mais desfavorecidos, apoio à Saúde e construção de habitações sociais. Terceira proposta e última proposta: construção de uma rede de infra-estruturas básicas por todo o concelho, que vá desde saneamento básico a iluminação pública e tratamento do lixo.

Quanto aoslogana mensagem da campanha se evidenciará na mudança: "É preciso mudar”; e esta desdobrar-se-á em três diferentes que serão osslogansdos nossos três outdoors. O primeirooutdoorserá lançado cerca de dois meses e meio antes da campanha, visa essencialmente dar a conhecer o candidato, lançar o tema da campanha junto da população e interiorizar esse tema sem necessidade no eleitorado.

Quanto à imagem dooutdoor, o candidato deve aparecer descontraído e com um ligeiro sorriso para contrariar o sentimento de arrogância de que a Rebeca falou e ainda de camisa de mangas arregaçadas para ter uma imagem de trabalhador, que também é outra carência.

O segundooutdoorcerca de um mês antes das eleições com oslogan: "Junta-te à mudança”; umsloganfresco, leve, jovem, que visa ligar a população, principalmente o segmento jovem, ao candidato e que visa dar oélannecessário que a campanha precisa para se lançar para a vitória. A imagem, novamente, com o candidato descontraído, se possível com eleitorado atrás, ou envolvido com o eleitorado, para dar ideia da força da campanha.

O terceiro e últimooutdoor, três dias antes do acto eleitoral e neste momento a candidatura tem de estar na frente das intenções de voto e o slogan "É agora, a Praia vai mudar”. Neste momento a estratégia é: como a campanha está na frente temos de consolidar os votos que estão connosco, dar a ideia de vitória e por isso o candidato será o presidente, terá uma imagem presidencial, aparece de gravata e com um fato.

Dizer-vos ainda, por fim, o seguinte: no meio deste cronograma temos de ter a noção que a campanha deve-se intensificar muito nos últimos quinze dias a partir do último mês. As pessoas gostam de estar do lado que vai ganhar, as pessoas ficam onde tem mais gente e por isso a campanha nesta última fase tem de dar uma imagem de força e de vitória.

Última mensagem: quero dizer ao candidato que com esta campanha é possível ganhar!

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Dou agora a palavra ao Diogo Godinho do grupo Encarnado; tem dois minutos.
 
Diogo Godinho

Boa tarde. Antes de mais tomo como um grande elogio acharem-me atraente, tem a sua piada. Em relação da estrutura da campanha que preconizaram para mim: andar sempre com quatro pessoas atrás, parece-me que vou ter guarda-costas.

Espero mais a intervenção dos mesmos embackgrounde não tanto na presença física. Em relação ao vosso posicionamento estava à espera de uma análise mais detalhada, apesar de já me darem algum trabalho a ler os slides. Portanto, o texto é um pouco disperso e muito grande.

Estava à espera de um posicionamento que me dissesse que género de oportunidades e ameaças existem em relação à cidade da Praia. Em relação aos temas que preconizam e a forma de falar neles, creio que a informação está relativamente bem conseguida, está boa, mas podia ser mais específica.

Em relação aotargete às áreas em que vamos ter de nos orientar, toda a gente como nós andamos na rua e vemos que as zonas mais carenciadas é sim o apoio social. Isto não é fácil.

 
Dep.Carlos Coelho
Tem trinta segundos.
 
Diogo Godinho
Quem anda na rua sabe então que as áreas importantes são o apoio social, a segurança das pessoas e estava à espera de um plano municipal de segurança, a polícia, por exemplo como existe em Portugal o "Escola Segura”
 
Dep.Carlos Coelho
Muito obrigado.
 
Duarte Marques
Muito obrigado. Agora para a defesa da empresa, ou candidatura, chamo o Marco Ribeiro Narciso do grupo Cinzento; tem dois minutos.
 
Marco Ribeiro Narciso

Olá, boa tarde. Cumprimento todos os presentes, em particular o candidato Ulisses Correia da Silva. Foi algo difícil, talvez por um pouco de barulho, entender todas as perguntas. Vou tentar, daquilo que captei, explicitar as nossas razões e a razão por que estruturámos a campanha desta forma.

Portanto, sabemos que estamos perante uma campanha eleitoral com condições extremamente adversas, temos apenas pouco mais de 20% do eleitorado que acredita efectivamente numa capacidade de vitória da sua parte. A nossa vontade era mesmo estruturar uma campanha em torno daquilo que são as três principais bandeiras e essas três principais bandeiras que envolvem, por exemplo, a segurança que consegui percebi que é uma das suas principais preocupações agora nestas perguntas que me fez.

Estas três bandeiras vão abranger cerca de 90% das preocupações da nossa população. Temos um eleitorado muito jovem, o que quer dizer que de qualquer maneira este tipo de abordagem já vai muito perto daquilo que é o nossotarget: os jovens, as mulheres, naquelas idades até aos 35 anos, 18/34/45 anos.

Pretendíamos fazer uma campanha generalista e depois uma campanha estruturada e segmentada vai estar directamente relacionada aos jovens relativamente, por exemplo, ao começarmos com os jovens, com blogues, acesso às redes sociais, etc. Vamos estar também atentos àquela classe dos pais trabalhadores de família, que são osopinion makers, muitos deles estão relacionados ao comércio e aqui, portanto, estamos também preocupados com o factor da Economia.

De qualquer das maneiras, envolvendo a própria estrutura do partido tentamos criar uma noção de vitória. Inicialmente vai aparecer sozinho para dar a ideia de trabalhador. Com o tempo queremos mostrar que destes 20% que acreditam vai começar a haver mais pessoas a acreditar e é isso que vai puxar mais pessoas para a nossa causa.

Do ponto de vista logístico é isso que nos falta: temos de acreditar e vamos vencer!

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Chamava agora, em nome do grupo Castanho, a Sofia Helena Matos para fazer a apresentação. No ataque vai estar o grupo Roxo com a Liliana Soares. Tem cinco minutos.
 
Sofia Helena Matos

Muito boa tarde a todos. Em nome do grupo Castanho venho fazer a apresentação da direcção de campanha e vou passar a dizer quais são as nossas propostas.

No nosso organigrama gostávamos de salientar duas coisas fundamentais: vamos ter dois mandatários, um da juventude e um de campanha. São pessoas que não são políticos e que são influentes no meio social e que apoiarão o nosso projecto. Depois, gostaria de apresentar também o gabinete de imprensa, marketing e comunicação. Reparamos que o Dr. Ulisses não é muito popular junto do eleitorado feminino e como tal decidimos preparar-lhe um gabinete de imagem para que se sinta mais sensual e possa atrair.

Depois, este gabinete de imprensa, marketing e comunicação tratará também da comunicação do presidente, porque apercebemo-nos que o presidente tem alguma dificuldade de transmitir a sua mensagem e por este motivo este gabinete tratará desses aspectos para além de com a imprensa.

O nosso cronograma, gostaria de dividi-lo em três tempos, isto é uma linha temporal, temos uma pré-campanha, uma campanha pura e dura e um encerramento de campanha.

No início da linha temporal da pré-campanha, reparamos que o Dr. Ulisses é um candidato muito notório, mas sofre de alguma impopularidade, toda a gente sabe quem ele é mas não é muito popular. Por esse motivo começamos com uma pré-campanha em que vamos apresentar o homem em si, vamos focar o seu lado humano e vamos dar a conhecer às pessoas.

Depois, na campanha pura e dura vamos fazer cinco meses de aproximação às pessoas e no encerramento da campanha eleitoral temos dois momentos muito importantes: o primeiro de jantar-convívio, pois o candidato não tem muita popularidade e logo não mobiliza muito, por isso, decidimos juntá-lo a uma causa social que seja importante no concelho para conseguirmos atrair mais pessoas para este jantar comício. É preciso que as pessoas acreditem que este candidato vai ganhar e só assim é que pensamos que vamos ter sucesso neste jantar.

Depois, a típica arruada no final.Outdoors: decidimos promover a contenção de custos e por isso, tal como fez o nosso Presidente da República nas últimas presidenciais, não vamos colocaroutdoorse vamos redireccionar os fundos dosoutdoorspara as áreas que foram esquecidas por este executivo.

No que diz respeito aostargets, reparamos que, como eu disse há bocadinho, temos de cativar as mulheres dos 18 aos 24 anos e por esse motivo vão ser elas a nossa prioridade de abordagem. Percebemos também que o PAICV perdeu 16% das intenções de voto, mas não quer dizer que essas pessoas tenham vindo para o MPD. O que acontece é que em 2004 as pessoas que se desiludiram com este executivo, apenas 6% passaram para o MPD.

No que respeita aos indecisos que são quantidade suficiente para ganharmos as eleições, a estratégia é a seguinte: vamos fazer o apelo ao voto, vamos fazer o apelo à participação cívica e como temos um sistema essencialmente bipartidário, vamos apelar à mudança de paradigma, isto para os indecisos e para as pessoas que se abstiveram, que foram em quantidade significativa.

No que responde ao posicionamento, o posicionamento é a maneira como nós pretendemos apresentar o nosso candidato e como desejamos que ele seja identificado pelo eleitorado e para tal temos quatro palavras-chave: seriedade, competência, credibilidade e experiência.

Já disse que ele é notório, não é popular; com isto queremos atenuar as suas fragilidades e focar as suas qualidades. Não queremos que ele seja um "Paulinho das feiras”, ele é como é, por isso vamos importar-nos com o que ele é realmente. No que respeita às nossas bandeiras de campanha: emprego, já sabemos que gera crescimento e este por sua vez cria oportunidades para os jovens.

No que respeita à saúde pública, o saneamento básico e a recolha do lixo foram esquecidos e por esse motivo estão aqui, e no que diz respeito à segurança, o reforço da polícia municipal e a iluminação pública são as nossas bandeiras.

E acabamos em grande: "Uma Praia feita por si, junte-se a nós” Ulisses Silva – MPD.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques

Muito obrigado.

Dava a palavra à Liliana Soares do grupo Roxo para o ataque; tem dois minutos.

 
Liliana Soares

Boa tarde. Antes de mais gostava de saudar o grupo Castanho pela proposta que aqui nos apresenta. Mas, pergunto: eu preciso de um gabinete de imagem? Vou transformar a minha candidatura numa candidatura de cosmética?

Vocês falaram em cinco meses de aproximação e eu não quero cansar os meus eleitores. Portanto, vou estar cinco meses a falar com as pessoas nas ruas e vou acabar por cansar as pessoas que quero conquistar, vão-se afastar cada vez mais de mim.

Também pretendia saber como é que vou fazer um mega-jantar se sou uma pessoa que não tem assim tanta popularidade? Será que vou adoptar o exemplo socialista e contratar pessoas para ter nos meus jantares? Mais ainda, nós pretendemos a redução de custos e um mega-jantar traz custos demasiado elevados.

Pretendemos também saber como é que com uma única linha de campanha conseguem conquistar o nosso eleitorado indeciso se nem sequer temos uma estratégia para alterar a campanha a meio do programa.

E por último, falaram em incentivos ao emprego e eu gostava de saber quais são os mecanismos fiscais que a câmara tem ao dispor para incentivar o emprego?

Muito obrigada.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Dava agora a palavra à Sara Simões para fazer a defesa em nome do grupo Castanho; tem dois minutos.
 
Sara Simôes

Caro candidato, agradeço as suas observações. Antes de mais queria sublinhar que a nossa proposta não é taxativa e se assim entender podemos fazer as alterações necessárias.

Quanto ao gabinete de imagem há custos que são necessários. Cortámos nosoutdoorse temos de realocar esses custos para o que é importante e neste caso a imagem é. Os cinco meses de aproximação política são cinco meses mas o candidato precisa e a prova disso é a derrota dele nas últimas eleições.

Relativamente ao jantar, nós vamos atrair pessoas, para isso é que existem os mandatários. Nós temos os mandatários da juventude e o mandatário da campanha, os apoiantes do partido e os militantes. Os custos virão naturalmente dosoutdoorsem que não apostámos nada para apostarmos coisas em grande e de foco.

Para atrair as empresas, claro que temos de dar benefícios fiscais, nomeadamente os impostos, a redução da burocracia, e isso são coisas que estão ao alcance do município e até é capital. Para o emprego e criar oportunidades para os jovens podemos criar apoio astart-ups, incubadoras de empresas que ajudem e apoiem os jovens como por exemplo o Instituto Pedro Nunes em Coimbra e podemos dinamizar isso.

Portanto, é isso que temos.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Dava a palavra agora para a apresentação o grupo Laranja, o Gilberto Gomes, que tem cinco minutos.
 
Gilberto Gomes

Muito boa tarde a todos. É um prazer podermos estar aqui para trabalhar com o Dr. Ulisses e venho cá para apresentar o nosso projecto de gestão de campanha eleitoral.

Para isso e para seguir vou distribuir aqui os nossos projectos. Portanto, antes de passarmos à parte política passaríamos à parte técnica da coisa. A nossa direcção de campanha tem um director de campanha, tem um assessor, o departamento de tesouraria, marketing, criativo, produção, outros e alguns voluntários.

Podem consultar as funções de cada um destes gabinetes nos documentos que anteriormente entregámos e oslogan, a nossa marca de trabalho é: "Praia, a maré vai mudar”. É com este slogan que vamos trabalhar ao longo de toda a campanha.

Pretendemos começar a campanha eleitoral precisamente daqui a um mês e termos, desde o mês cinco até ao início da campanha eleitoral poder fazer diversas actividades e daqui relevo apenas osoutdoors. Pensámos em trêsoutdoors: o primeiro tem oslogan, a assinatura e de fundo irá ter imagens de tudo o que está mal na nossa cidade para as pessoas começarem a perceber que precisam realmente de mudar e de alguém que faça a diferença.

Um mês antes da campanha eleitoral teremos um outrooutdoorcom as palavras: modernizar, construir, conservar, para que as pessoas consigam viver um sentimento de que realmente está aqui um candidato que poderá ser capaz de fazer algo melhor por esta cidade.

No último mês apresentaremos o candidato: "Correia da Silva, corrente de mudança – MPD; a Praia somos nós”. Este sim vai ser ooutdoorde campanha e da época política dura. O posicionamento do candidato não era o melhor, no entanto o nosso departamento de comunicação e assessoria vai apostar que o candidato passe uma imagem tranquila, de humildade, próximo do eleitorado como tem estado ao longo de vários meses e dedicado à causa familiar.

As âncoras que nos aguentam em todo este processo passam por emprego, empreendedorismo jovem, apostar na limpeza, no saneamento, nos esgotos, na iluminação e melhorar a qualidade de vida em todo o concelho e não só no bairro Plateau como tem sido feito até agora.

É o único bairro que tem tido investimento, todo o resto da cidade tem sido esquecido. E só com isto vamos conseguir a parte mais importante que é a parte da segurança; só assim é que as pessoas se vão sentir à vontade para andar na rua.

Precisamos também do apoio social para as crianças e para os idosos: as crianças são o nosso futuro e os idosos foram aqueles que também trabalharam para nós hoje termos uma vida um pouco melhor.

Este foi o trabalho que desenvolvemos, a equipa Laranja; desenvolvemos o seu potencial, no entanto, gostava de deixar uma frase final: acreditamos com toda a nossa energia, ânimo e experiência no seu potencial e esperamos que nos dê o privilégio de fazer de si, Dr. Ulisses, o próximo presidente da câmara municipal da Praia.

Obrigado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado, Gilberto. Vou dar agora a palavra ao João Correia, para em nome do grupo Rosa fazer o ataque do candidato. Tem dois minutos.
 
João Correia

Antes de mais, muito boa tarde. Agradeço realmente à empresa do grupo Laranja pelo profissionalismo na apresentação da campanha.

Mas, realmente, gostaria de colocar algumas questões: gostaria de ter percebido o cronograma, não consegui realmente ter a percepção daquilo que iríamos realizar. O que percebi é que existem trêsoutdoorse todos eles dizem apenas palavras sem qualquer conteúdo daquilo que pretende realmente fazer.

Ou seja, a população tem realmente de modernizar e conservar, mas como? Ou seja, qual é o intuito disso e além do mais são trêsoutdoorsque por outras empresas já fui indicado que era bastante bonito e nenhuma delas tive a visualização disso mesmo, ou seja não sei qual é o raio de foto que vocês podem utilizar neste mesmo outdoor.

Além do mais, nesta mesma apresentação não verifiquei inovação que foi um pedido que até expressei, uma vez que isto será feito também pela campanha adversária, certamente que vão teroutdoors. Mas necessitava realmente de ver aqui algo novo.

Por último, só questionar qual é otarget? Fiquei se saber qual é, neste caso, as pessoas a que nos vamos dirigir directamente, o alvo que quero ganhar para realmente poder liderar a Praia.

Obrigado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Gilberto Gomes vai fazer a defesa do grupo Laranja, tem dois minutos.
 
Gilberto Gomes

Obrigado. Ao contrário de muitas empresas apostámos em trazer a esta apresentação uma espécie de pré-projecto. Portanto, temos a ideias iniciais de tudo o que queremos fazer, para depois nos podermos sentar à mesa e debater com pés cabeça estes sistemas, pois cada caso é um caso e não podemos estar a fazer isto de uma forma sem repensar ou muito repentina.

Como pode ver temos a equipa devidamente estruturada para tratarmos da comunicação, dos estudos, do público-alvo e se andarmos aqui mais um bocadinho na apresentação que fiz, nestas questões das âncoras, vamos ver que todas estas âncoras vão atingir o público entre os 35 e os 44 anos, mas também os mais novos e os mais velhos.

Portanto, esta campanha pretende chegar a toda a gente e como tal não podemos numa simples apresentação desenvolver todo esse trabalho. Mas sem dúvida que a sua pergunta foi pertinente e é por isso que queremos trabalhar consigo, porque realmente gostamos de fazer as coisas com tempo.

É só.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques

Muito obrigado, Gilberto. Vou chamar o André Cavadinha do grupo Azul para fazer a apresentação e vai responder depois o grupo Verde pela Marta Carvalho.

Fazia-vos só um pedido: o ruído é muito complicado para quem está a falar. Um dos valores desta Universidade de Verão é a solidariedade e quando estão a fazer barulho quando um colega fala não estão a ser solidários. Obrigado.

Tem cinco minutos.

 
André Cavadinha

Muito obrigado. Antes de mais, quero cumprimentar o Dr. Ulisses e esperar que escolha a nossa direcção de campanha para ganhar estas próximas eleições.

Começamos por apresentar o organograma funcional da equipa de campanha: temos o director de campanha, secundado por um secretário e um tesoureiro, com subcoordenadores para diversas áreas como eventos, logística, a parte gráfica, redes sociais e juventude.

Seguidamente, apresento o cronograma da campanha em que dividimos a campanha em duas fases: a fase de pré-eleitoral seguida da fase própria de campanha. Situámos este cronograma de campanha para um calendário exigente e intenso. Temos várias actividades como entrevistas a jornais e revistas de grande tiragem no concelho e faremos uma apresentação pública logo no primeiro mês em Setembro, seguida de uma apresentação de candidatura para os mais jovens.

Faremos também um lançamento deoutdoors. Prepararemos um jantar com mulheres, por razões que à frente vou avançar e gostaríamos de realizar jornadas autárquicas para percebermos melhor os problemas do concelho e como agir.

Na próxima fase, a fase propriamente de campanha, iniciamos a meio de Fevereiro até ao último dia de campanha em Março. Faremos visitas ao concelho, teremos uma na sede de campanha nas últimas duas semanas para os militantes e apoiantes do doutor, faremos arruadas e caravanas e culminará no dia 3 de Março com um jantar de encerramento.

Em relação aos targets, para melhor entendermos quais os targets a que queremos chegar, fizemos um estudo, uma análise SWAT, para melhor entender os pontos fortes, os pontos fracos, as oportunidades e as ameaças desta candidatura.

Como pontos fracos é notável que as mulheres, o grupo feminino e os jovens têm uma ideia pouco notória do Dr. Ulisses. Pontos fortes e partilhados pelo actual presidente da câmara também, o público masculino reconhece o Dr. Ulisses. Oportunidades: questões que não foram resolvidas pela actual câmara, como questões sociais, questões de segurança, por exemplo.

Como ameaças detectámos, desde as últimas eleições, transferências de votos do MPD para o PAICV. Em relação ao nosso posicionamento: achamos que o candidato tem de ser verdadeiro, mostrar que tem propostas e que tem uma boa equipa. Com isto queremos aproximá-lo dos jovens e das mulheres e anular uma imagem de arrogância que os eleitores no concelho têm do próprio candidato.

De seguida, oslogane a assinatura que pretendemos para a campanha: "Uma nova onda para a Praia”. Com estesloganqueremos abordar esta candidatura como alternativa, uma alternativa melhor para o povo do concelho.

Queremos também agradar os jovens e o povo feminino, como há pouco foi dito. Um candidato, mais uma vez, com propostas, com uma boa equipa e sem uma imagem de arrogância de que falei há pouco.

Os principais temas a abordar, propomos que assentem em três pilares: o primeiro, a segurança de pessoas e bens, uma vez que 48,6% acreditam que é o mais importante a trabalhar no imediato, seguido da iluminação que pouco mais de 40% também acham que é essencial e terminamos com o apoio social de apoio aos pobres e à saúde, sobretudo os mais idosos.

Com isto, apresentamos a nossa proposta esperamos que acredite na nossa acção de campanha e estamos ao seu dispor para responder a qualquer pergunta.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado, André. Dou agora a palavra à Marta Palma de Carvalho do, que tem dois minutos.
 
Marta Palma de Carvalho

Boa tarde. Tenho uma pergunta a fazer: querem que me apresente como vocês me apresentaram a mim, sem garra nenhuma?

Gostaria também de saber como é que podem garantir a segurança rodoviária se as ruas não estão pavimentadas.

Li ali uma frase em que diz que vocês estão focados nas pessoas e não nas infra-estruturas; isso não faz sentido nenhum, já que como é que podem olhar pelas pessoas sem garantir uma rede de saneamento básico?

Gostaria também de dizer uma coisa: gostaria de ter uma equipa mais pequena para não demonstrar um esbanjamento de recursos. Está bem? Obrigada.

 
Duarte Marques
Obrigado, Marta. Dou a palavra ao João Ferrara para em nome do grupo Azul responder em dois minutos.
 
João Diogo Ferreira

Muito obrigado, Ulisses, pelas suas perguntas, apreciámos. Começando pela garra, quem terá de ter a garra será o senhor porque é o senhor que vai fazer a campanha e que quer ganhar. Nós estamos aqui para lhe apresentar um projecto e só assim é que poderá vencer.

O senhor tem de pensar na segurança, nós não podemos garantir um programa, o senhor é que tem de fazer um programa e para isso propomos as jornadas autárquicas para o senhor poder elaborar melhor um programa com várias individualidades, não só do concelho, mas de fora, também do partido nacional.

Depois, ao nível das infra-estruturas, o senhor tem de pensar que Praia não é só obras mas também é gente e aí é que temos de assentar porque as pessoas se preocupam com isso e aí é que vamos buscar o nosso eleitorado jovem e consequentemente as suas mamãs.

Porque temos de puxá-las e os meninos da mamã irão trazer as mamãs para votarem no MPD, só assim é que conseguiremos.

Estamos disponíveis para aceder às suas questões e como um colega nosso, com quem já elaboramos um projecto, disse: comunicar também é ouvir. E o senhor tem, através do nosso calendário, ir às populações e ouvir as populações e aí elaborar o seu programa para depois ter a iluminação de que falávamos, a segurança das pessoas e dos bens e os apoios sociais, pois só assim conseguiremos vencer e o senhor é que irá vencer esta candidatura connosco.

Aposte, porque nós queremos que o senhor ganhe e tire de lá o filo do poder.

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Vamos passar agora à apresentação do grupo Encarnado pela voz do Pedro Sousa, tem cinco minutos e depois o ataque será feito pelo grupo Amarelo através da Sara Crespo.
 
Pedro Sousa

Boa tarde, o meu nome é Pedro Sousa e irei-vos apresentar a proposta de campanha autárquica para a cidade da Praia sob o mote ”Ulisses Silva – rigor, proximidade e futuro”.

Começo pela apresentação da equipa que terá três grandes blocos, uma acção política que irá ser responsável pelo conteúdo, um departamento de marketing que será responsável pela forma e depois, obviamente, a parte financeira que será responsável pelo rigor.

Qual é a conceptualização da campanha? São três grandes blocos: a estratégia, o programa e a acção. Quanto à estratégia é importante ver que o senhor doutor, Dr. Ulisses, tem muita experiência abonativa, pertence a um partido com uma força autárquica muito grande, mas é considerado algo antipático e algo distante. Depois, sofre de um grande mal que toda a sociedade de Praia sente que é alguma indiferença por parte do eleitorado - é isto que teremos de combater.

Quanto ao seu principal adversário é uma pessoa que é vista como muito experiente, muito trabalhadora e com grandes preocupações sociais e portanto é um bom candidato em que nos temos de focar contra ele. E, portanto, vamos lá analisar: nos últimos anos ele teve algumas propostas por cumprir, o que gerou alguns maus resultados governativos.

Então, vamos pegar nessa percepção de maus resultados governativos e vamos ver em que é que as pessoas se baseiam. Portanto, chegámos a esta pequena análise, estes são os temas de que as pessoas mais se queixam e também que pessoas. Vamos lá a ver que pessoas são essas: é um eleitorado jovem e um eleitorado feminino. Porque é que não pusemos aqui o eleitorado masculino? Porque a este já conseguimos chegar e transmitir a nossa mensagem.

Este é o nosso alvo, mas temos mais, temos também o voto dos e como é que vamos apelar aos indecisos? Vamos posicionar a nossa campanha. E como é que queremos fazer isso? Ora bem, três grandes vectores: uma campanha de proximidade, é preciso ir ao terreno, é preciso mostrar que estamos lá, que estamos com a população.

Mas vamos fazer mais, vamos lançar desafios e tirar a população da inércia e como é que vamos fazer isso? Vamos fazer apelando aos problemas, aos anseios dos grupos que definimos acima. Portanto, vamos responder aos anseios desta gente.

Como é que vamos fazer isto? Com quatro blocos muito fortes: a saúde e a acção social, a educação e juventude, o emprego e desenvolvimento económico, o urbanismo e ambiente. Aqui está um exemplo por bloco de uma proposta: no programa que entreguei ao doutor irá ver que teremos muito mais e que irão de uma forma sinérgica aos anseios da população.

Portanto, agora, vamos à acção que é a parte mais difícil que é a parte que exige mais mobilização. A acção é feita de duas formas: política de proximidade e política de comunicação. Como é que vai ser feita a proximidade? Com uma apresentação pública, com arruadas, tertúlias, comícios, visitas, reuniões junto à população e debates.

Como é que vamos fazer comunicação? Vamos fazer comoutdoors, vamos fazer com uma campanha 2.0 muito direccionada para osopinion makers, jornalistas e uma faixa da sociedade que começa agora a usar estas tecnologias, mas uma coisa mais residual e não vamos ficar por aqui.

Vamos também aos meios de comunicação social normais e vamos essencialmente apostar na comunicação directa. Como é que vamos fazer, por exemplo, os desafios à comunicação e desafios ao eleitorado? Vamos fazer, por exemplo, uma campanha deoutdoorque começa assim: "Acha que a cidade da Praia é segura?”. Vêem só assim, não vêem mais nada e depois vamos responder a esta pergunta: "Não, não é, mas pode ser.” Depois vamos pôr as nossas grandes propostas para responder a estas grandes perguntas.

Portanto, nos auxiliares de campanha, se vamos à rua temos de ter alguma coisa para dar, não precisa de ser muito mas alguém tem de sentir que nos preocupamos; seja uma ideia, seja um pequeno brinde, nós estamos lá e gostamos das pessoas.

Para terminar, gostaria de apresentar o cronograma. No programa que eu entreguei previamente está uma descrição detalhada do como, do quando e do porquê, enfim, todas as informações que vão justificar as escolhas e o porquê dostimings.

Essencialmente, vão explicar o porquê de "Ulisses Silva, rigor, proximidade e futuro, o próximo grande presidente da cidade da Praia”. Muito obrigado.

 
Duarte Marques
Muito obrigado, Pedro. Dava agora a voz à Sara Crespo em nome do grupo Amarelo, tem dois minutos.
 
Sara Crespo

Boa tarde. Quero agradecer desde já ao grupo Encarnado pela apresentação. O que eu quero referir aqui na nossa proposta é que temos de trazer a minha família para as minhas campanhas.

O que eu analisei também, porque não foram só vocês a fazer o trabalho de casa, é que existe um elevado número de pessoas nos aglomerados familiares e o que eu vejo é que o que acontece é eu entrar sozinho em todas as campanhas e necessito de ter a minha família por perto para também mostrar a minha integridade e da forma que há uma grande coesão na minha vida pessoal.

Outro assunto que gostava de referir é que temos de nos preocupar com pormenores que façam a diferença. Temos de ir para a frente com pequenos brindes, como vocês referiram mas também cativar muito pelas nossas ideias. Apesar de ser tecnocrata, isso já me custou uma eleição e não quero voltar a cometer os mesmos erros, por isso quero referir que concordo muito com a vossa política de proximidade.

Obrigado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado, Sara. Dava agora a palavra à Margarida Gervásio para defender o grupo Encarnado, tem dois minutos.
 
Margarida Gervásio

Relativamente à participação da família, dos filhos e da esposa, nas campanhas políticas considerámos que, e como foi ali exposto, um dos principais alvos seriam os jovens e a partir daí a menos que os filhos pudessem ajudar nessa situação não considerámos que fosse o mais importante. Apesar disso, claro que valorizamos e é um dos aspectos positivos seu, do candidato portanto, a imagem que tem e aquilo que transmite, mas apesar disso não considerámos que a família fosse importante.

É muito mais importante – lá está – a política de proximidade com toda a população para mostrar uma ligação para além de com os jovens com todas as outras faixas etárias que procuramos atingir.

É só, não me pareceu que houvesse mais perguntas.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Vou agora dar a palavra ao grupo Roxo, o António Reymão vai fazer a apresentação e depois o ataque vai ser feito pelo grupo Bege pela voz do Diogo Brás.
 
António Malheiro Reymão

Excelentíssimo candidato à câmara municipal da Praia, Dr. Ulisses Correia e Silva, eu, António Reymão, represento o grupo Roxo uma empresa de renome com provas dadas no que toca a marketing político e direcção de campanhas.

Como forma de resposta ao pedido de elaboração de campanha eleitoral do partido MPD apresentamos a nossa proposta para ganhar esta futura eleição. Queremos dar um contributo válido para o crescimento e desenvolvimento de Praia através de propostas políticas concretas voltadas para fazer face às lacunas do actual executivo camarário e não são assim tão poucas.

A nossa missão é uma política de proximidade para que em conjunto com todos os praienses possamos ser um concelho de excelência. Acreditamos que a estratégia de comunicação não deverá assentar nos erros do actual executivo mas naquilo que o nosso candidato poderá acrescentar à governação autárquica.

Este objectivo será assim atingido através do conceito "mais” representado no seu formato gráfico. Apelaremos ainda ao sentimento de comunidade e de pertença com um determinante nome possessivo "nosso”, "Esta é a nossa Praia”.

Osloganvai ser sempre adaptado à ocasião em que é utilizado e de acordo com as áreas em que percebemos que a população está mais descontente: "Esta é a nossa Praia mais segura”, "Esta é a nossa Praia. Mais emprego”, "Esta é a nossa Praia mais solidária”.

A nossa campanha será feita em crescendo, onde irão ser feitas visitas a instituições e associações de relevo. A colocação na comunicação social basear-se-á ainda nos hábitos de consumo de informação do eleitorado. O nosso público-alvo, o nossotarget, será o eleitorado entre os 18 e os 34 anos e ainda com pouca instrução.

O que tirámos aqui de conclusões e de estratégias é que é necessária a incisão no eleitorado entre os 18 e os 34 anos e ainda as estratégias preponderantes para esta campanha são, por exemplo, a aproximação do eleitorado com a linguagem simples e acessível, um investimento em campanha televisiva e a inserção nas redes sociais.

Os meios de acção de campanha irão ser focados em ofertas de brindes para jovens, na realização de jantares-convívios informais, na distribuição deflyers, nas arruadas onde se irão distribuirflyerse brindes, na colocação estratégica deoutdoorsbem visíveis e na circulação de carros de campanha e na visita do candidato a todas as freguesias.

Quanto ao nosso posicionamento o nosso objectivo é obviamente ganhar as eleições e sendo o eleitorado maioritariamente jovem e feminino o meio que vamos usar para este fim e objectivo é nomeadamente conquistar o eleitorado feminino e jovem.

Mas quem é o nosso candidato, que é Ulisses Correia e Silva? É um candidato que se preocupa com as gerações vindouras, é um candidato afável e é um candidato que está atento aos munícipes jovens do seu município. A nossa estrutura de campanha é 100% feminina e usámos isto para fazer um golpe de marketing que majorará a nossa colocação nos meios de comunicação social.

A nossa candidatura irá assentar em três pilares fundamentais: empregabilidade, saúde e segurança. No que concerne à empregabilidade irá haver a criação de um pólo empresarial com o objectivo de aumentar a empregabilidade, benefícios fiscais e diminuição da burocracia, criação de programas de apoio ao empreendedorismo jovem, o melhoramento dos acessos, um incentivo ao investimento privado e a construção de uma creche camarário permitindo libertar as mulheres de tarefas domésticas por forma a aumentar a empregabilidade feminina.

No que diz respeito à saúde irá haver apoio domiciliário de cuidados de saúde em especial para os cidadãos com mais carências económicas e sociais. Irá haver a compra de ambulância para melhorar a frota, irá haver a instalação de saneamento básico para a totalidade da população, a introdução de ecopontos em pontos estratégicos em cada freguesia e o estabelecimento de uma central de tratamento de águas.

Relativamente, por fim, à segurança irá haver a cedência de um novo espaço para uma nova esquadra, um aumento da iluminação pública, colocação de videovigilância e a disponibilização de meios logísticos para uma maior eficácia das forças de segurança.

Estamos certos, portanto, de que o nosso programa eleitoral será o programa que melhor responderá às necessidades do concelho de Praia. Portanto, senhor candidato, se a Praia é o seu sonho nós somos o caminho.

Muito obrigado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Para o ataque tem a palavra o Diogo Brás do grupo Bege durante dois minutos.
 
Diogo Braz

Muito obrigado pela proposta, foi agradável ver que é 100% feminina a equipa, é agradável ver que é cor-de-rosa, mas de facto tenho um perfil em há que seguir um equilíbrio. É importante um equilíbrio nas sociedades e nas equipas também.

Se calhar o director de campanha que me apresentou esta lista nunca trabalhou com 100% de mulheres numa equipa, porque as próprias mulheres admitem que não é fácil. Primeira coisa: eu quero ganhar. E segunda coisa: eu não quero perder. Por isso, há que inovar. O PowerPoint já não se usa.

Eu quero diferenciar-me, apesar de querer chegar ao povo quero ao mesmo tempo ser o topo da tecnologia para aquelas pessoas que poderão ficar fascinadas com isso. Mas quero perguntar: como é que para eu ser o melhor não chego aos que já tenho, aos homens entre os 35 e os 44, e como é que não se lembram de ir às gerações mais velhas?

Nós propomos e eu quero trabalhar e em colaboração com a equipa propomos e trabalhamos mais, mas não é preciso tanta lengalenga em que temos um eleitorado não bem informado como se pode ver neste programa. Ou seja, de acordo com as estatísticas 80% dos quadros não têm formação adequada, mas depois temos um programa eleitoral que ninguém vai perceber.

Quero que me expliquem como é que eu chegaria a popular com uma linguagem tão diferente. Carros de campanha, não vou comentar.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado, Diogo. Vou dar a palavra ao André Madeira de Jesus para defender o grupo Roxo, tem dois minutos.
 
André Madeira de Jesus

Boa tarde. Dr. Ulisses, compreendo as suas críticas e eu próprio lhe vou dar um conselho e não vou cobrar mais por isso, não entenda como crítica mas como parte do meu trabalho: quando falou em nunca termos trabalhado com uma equipa 100% feminina, esse tipo de discurso, essa agressividade, essa demonstração de até um pouco de machismo e insegurança não acredito que seja bom esse tipo de discurso à frente do seu eleitorado, visto até que mais de metade do seu eleitorado é feminino.

Nós acreditamos e com base na nossa experiência que até já é larga, que temos um bom golpe de marketing de campanha. Prosseguindo, falou em não investirmos nas gerações mais velhas. Como deve ter percebido pelo programa que lhe entregámos, pelas sondagens e não só, pela programação da nossa campanha, o tempo é escasso, há muitas coisas que temos de fazer na campanha e o eleitorado é muito mais jovem.

Portanto, temos de gerir o nosso tempo e se o que o vai levar a ganhar esta campanha é conseguir os votos do eleitorado mais jovem é isso que vamos fazer e não vamos investir tanto no eleitorado mais velho.

O meu objectivo é que o senhor ganhe a campanha e não só, também investimos no eleitorado mais velho e mais culto e mais formado com a presença do senhor candidato em jornais de renome e que abrangem uma área da população mais instruída e mais velha.

E sobre a tecnologia de ponta cremos, como equipa, que não se encaixa no seu eleitorado e que não é uma coisa essencial de se pedir. Muito obrigado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Dou a palavra agora ao grupo Rosa, à Sónia Branco, tem cinco minutos para apresentar o programa e em resposta, em ataque, vai estar o João Miguel Silva do grupo Cinzento.
 
Sónia Cláudia Branco

Boa tarde, Dr. Ulisses. Esta é a proposta de campanha que eu e a minha equipa desenvolvemos para si e é como muito gosto que a passo a apresentar.

Começamos logo pelo organigrama que foi constituído por quatro gabinetes principais: comunicação, logística, mobilização e programa eleitoral. O gabinete financeiro e o de apoio jurídico são gabinetes que trabalham em sinergia e prestam apoio transversal a estes quatro. Ia dar só ênfase a uma questão que fizemos no gabinete de comunicação: nós subdividimos em comunicação institucional e social. Isto porquê? No institucional pretendemos definir as linhas orientadoras da campanha, omain core, e transmitir de forma importante à nossa organização interna para todos saibam que também estamos a fazer para fora.

Da mesma forma que também permita comunicar com osstakeholdersda campanha. A gestão da comunicação social será a gestão dos meios convencionais: revistas, televisões, rádios, mas especialmente a promoção das ferramentas de marketing na web 2.0. Isto porque pretendemos que a nossa estratégia passe por uma questão de marketing viral.

Assim sendo, vou passar à segunda fase que é a apresentação do cronograma. Tradicionalmente, muitas das campanhas políticas apresentam uma pré-campanha que equivale aqui ao nosso primeiro e segundo mês. Na nossa estratégia pretendemos fazer algo novo, algo que não é muito usado nas campanhas políticas que é uma fase deteaser. Oteaseré uma técnica utilizada para criar alguma mensagem subliminar sobre algo que vai ser inovador com o que existe e isso é o que nós pretendemos, é criar um momento de um novo rumo.

Nessa fase inicial iremos proceder ao lançamento progressivo das redes sociais, daí o degradé da cor, assim como o lançamento deoutdoors-teasersque passarei a mostrar. O nosso posicionamento etarget: acreditamos que o nosso candidato integra valores como liberdade, dedicação, iniciativa e progresso. Daí o nosso principal target são os jovens. Isto porquê? É claro que toda a população é nossa preocupação, mas tentamos chegar a todos e acabamos por chegar a ninguém pois ninguém se identifica connosco.

Neste sentido, a imagem que pretendemos passar de si é de um candidato credível, uma pessoa honesta, que vem da terra e como tal pode ser considerado uma pessoa distante mas que esteve sempre lá e que neste momento está pronto para abraçar os habitantes.

O nossoslogané "Um rumo, um futuro”. Isto porquê? O que existe já está sobrecarregado, é preciso um novo rumo para a Praia, é imperativo uma mudança. E decorrendo do nossotargetos jovens são os agentes dessa mudança, são um dos agentes da sociedade que poderão influenciar especialmente por ocuparem uma tão elevada força eleitoral como é no seu município.

Assim sendo vou passando a exemplificar algumas das propostas que não serão feitas por nós, serão feitas por uma empresa, mas a título de exemplo parateasere para que não identifiquem directamente o candidato, mas sim a mensagem do partido, temos alguns que é a chamar, para convidar, toda a população para a data da apresentação oficial da candidatura.

Isto pretende que as pessoas que tradicionalmente não se identifiquem com o candidato ou que já o conheçam e anteriormente não tenham votado sintam curiosidade de estar presentes para que no momento da apresentação oficial da candidatura os próprios cidadãos já fazem parte da própria campanha.

Posteriormente, avançamos com alguns exemplos de cartazes que devem ser sóbrios, transmitir uma imagem limpa, isto também porque devido aos gastos públicos, hoje em dia, devemos apostar em ideias simples para que a população sinta que o candidato é solidário com as preocupações dos cidadãos.

A título demerchandisingpretendemos distribuir algum merchandising, não muito, mas aquele que possivelmente poderá ajudar à nossa estratégia de marketing viral, como as t-shirts e os porta-chaves que são elementos que facilmente são reutilizáveis, que permitam que para mais que uma campanha as pessoas possam utilizar e em situações não-campanha.

Decorrendo do posicionamento de que falei e integrando os valores que mencionei as três grandes temáticas são o apoio aos jovens, a segurança de bens e pessoas e a acção social e respectivamente nestes estão referidos os valores já referidos sobre o posicionamento: progresso, liberdade e iniciativa.

Obrigada e espero que tenham gostado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Dava agora a palavra ao candidato para atacar, o João Miguel Silva em nome do grupo Cinzento, tem dois minutos.
 
João Miguel Silva

Boa tarde. Em primeiro lugar queria parabenizá-los pela campanha que me prepararam. Tenho a dizer que o cronograma para mim está muito bom, está muito bem planeado mas penso que os senhores, ou são uma empresa que recentemente apareceu no mercado ou então nunca ouviram falar em neuromarketing. As imagens e osslogansde campanha não apelam a sentimento nenhum do consumidor, neste caso do eleitor.

Mais, os maiores problemas da Praia são a segurança, a iluminação, a saúde, o apoio aos pobres e a recolha do lixo. Se não temos iluminação obviamente não temos segurança. Não sei como é que este ponto vos escapou, não percebo mesmo.

Depois, o eleitorado feminino também devia ser tido mais em conta porque sem dúvida que estamos a perder muitos votos através da falta de proximidade com o eleitorado feminino. Mais, os senhores disseram que eu tinha uma boa imagem, que eu tinha uma boa relação com o povo, mas esqueceram-se do facto da imprensa que tenta transmitir a relação entre mim e a minha mãe.

A minha mãe trata-me por doutor e a imprensa faz questão de mostrar isso e os senhores não se lembraram de aproximar a minha mãe à campanha. Às vezes penso que os senhores estudaram naquela universidade em Évora onde se lê Aristóteles, porque apoio jurídico, para que é que eu vou precisar disso?

É só isso. Obrigado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Dava agora a palavra ao Luís Teixeira para fazer a defesa pelo grupo Rosa, tem dois minutos.
 
Luis Teixeira

Boa tarde, Dr. Ulisses. Antes de mais, agradeço pelas suas sinceras palavras de agradecimento e também pelas suas observações que são sem dúvida muito pertinentes se queremos trabalhar em conjunto e se queremos trabalhar para a vitória.

O nosso objectivo primordial é a vitória, é trabalhar lado a lado, portanto as suas observações serão sempre consideradas.

Relativamente, ao cronograma e à sua pergunta o nosso cronograma e os nossosoutdoors, a nossa mensagem para o consumidor não está focado meramente no neuromarketing. O que pretendemos e o que acreditamos com base sempre no estudo efectuado e nos resultados que tivemos é criar uma empatia do candidato junto da população e do eleitorado e que acreditamos que poderá ser conseguida com base num conjunto de várias medidas que estabelecemos ao longo da campanha e que teremos toda a honra e todo o prazer em explicar-lhe mais pormenorizadamente com o nosso director de campanha.

Relativamente à segurança e à iluminação pública que também referiu, está igualmente incluída. Acreditamos que a segurança é sem dúvida uma das maiores preocupações enunciadas nos inquéritos e no estudo efectuado e teremos todo o gosto em explicar-lhe as medidas que serão feitas e que foram apresentadas nomeadamente na segurança que inclui o desenvolvimento da iluminação pública no concelho da Praia.

Para terminar e relativamente ao eleitorado feminino diria apenas que concordamos consigo, o eleitorado feminino é muito importante, mas por favor não se esqueça que 54% da população é jovem. E quando falamos em jovens estamos a falar do sexo feminino que não descurámos, apenas estabelecemos umtargetque achamos, estamos abertos a sugestões mas achamos que deverá ser generalista para os jovens, obviamente com medidas muito específicas.

Obrigado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado, Luís. Vamos agora para a última apresentação, em nome do grupo Verde dava agora a palavra ao Nuno Cruz e o ataque será feito pelo grupo Castanho. Tem cinco minutos.
 
Nuno Cruz

Boa tarde, somos o grupo Verde e vamos começar pela nossa proposta deslogan: "Dá-se”. Porquê? Dá-se oportunidade para mudar a vida da Praia. Este é o nosso principal e únicoslogan.

Este é o nosso organigrama. Vamos começar com o director de campanha que é ao mesmo tempo o director financeiro, escolhemos não escolher exclusivamente um director financeiro. O director logístico responsável de campanha de cada freguesia, equipa de produção de conteúdos, director de comunicação e o secretário-geral do MPD tem uma ligação com a juventude. Isto porquê?

Não quisemos criar um director de juventude e um director de cosmética como foi feito por outros grupos, para não haver um domínio em relação aos jovens, como aconteceu nas últimas eleições e talvez será por isso que se perderam as eleições. Por último, o vice-presidente.

Portanto, para o cronograma, no primeiro mês temos a reunião com toda a estrutura partidária do candidato; no segundo mês, a apresentação pública do candidato e equipa de mandatários a que chamamos "iniciativa amigos do Ulisses”; no terceiro mês começamos com oshortde propaganda da mensagem comoutdoors, entrevistas e redes sociais; no quarto, quinto e sextos meses que antecedem as eleições vamos recorrer a micro-comícios.

Em relação ao posicionamento, o senhor candidato é uma pessoa conhecida por ser trabalhadora e humilde e vamos pegar um pouco no seu passado em que o senhor candidato cresceu num ambiente desfavorecido e foi graças ao seu clube, o Sporting Clube Praia, que possivelmente o desviou de uma vida desfavorecida e faz de si o que é hoje.

E vamos pegar um pouco nisso para tornarmos a nossa bandeira, a bandeira do apoio social. Pegando nos três temas principais: infra-estruturas, iluminação pública, que vai ser muito importante no combate da segurança, o saneamento que é um dos problemas que o município tem, cerca de 70% das famílias tem quatro ou mais elementos e não têm acesso à rede pública de esgotos, isso é muito preocupante.

Podemos ver isso através deste gráfico: a maior parte dos equipamentos que as famílias têm é a televisão e o telefone, que é uma necessidade social e as necessidades básicas fisiológicas não estão cumpridas. Em relação ao apoio social vamos criar uma linha de apoio às instituições de solidariedade social; apoio a famílias numerosas que não são um problema mas temos, como já foi dito, um grande agregado familiar; apoio ao estudante; em relação à saúde vamos tentar trazer mais médicos de família para cada concelhia ter um médico de família; mais uma vez, saneamento público; serviços camarários; e prescrição por DCI.

Ostargetscom os piores resultados foram as mulheres. Portanto, as mulheres e os jovens não são a sua praia, por isso vamos focar nisso. Criação de programa de estudos além-fronteiras, arrendamento jovem para os jovens e para as mulheres, todas as empresas que tenham um determinado número de mulheres que seja obrigatório terem uma ligação com uma creche.

Para os homens, a criação de bairros camarários. Comunicação, como já foi dito, redes sociais, comícios, tempo de antena, visitas e debates. E a imagem, queremos transmitir uma imagem leve, descontraída, trabalhadora, experiente e homem de valores, que é a opinião que a população não tem de si. É tudo, obrigado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Dou agora a palavra ao Manuel Neto para o ataque do grupo Castanho, tem dois minutos.
 
Manuel Filipe Neto

Desde já, obrigado pelo trabalho realizado, companheiros. Há aqui três áreas, fundamentalmente, que me fazem interrogar acerca da eficácia. Portanto, eu sinceramente não sei se o facto de o director de campanha ser também o director financeiro não criará confusão e não vá ser demasiados cargos para uma pessoa só.

Espero que não. Em relação ao posicionamento que defendem, o nosso adversário é muito popular no meio do povo por ser, à partida, muito humilde e se nós jogarmos no campo do adversário logicamente perdemos, na minha perspectiva.

O terceiro ponto é que, como vocês devem ter visto nas sondagens, o nosso adversário e actual presidente da câmara é acusado de fazer muitas promessas e dá aquela sensação de que está a mentir. Daquilo que vi no vosso projecto acho que também são demasiadas propostas e promessas, o que pode dispersar a mensagem final.

É só. Obrigado.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Dava agora a palavra ao Ricardo Bacelar do grupo Verde, tem dois minutos para se defender.
 
Ricardo Bacelar

Bem, senhor candidato, desde já queria deixar uma recomendação para que quando estiver na campanha se calhar falar um bocadinho mais alto, que o público não o conseguiu ouvir.

Quanto à organização escolhida foi estudada para poupar o máximo de recursos e passar ao eleitor uma boa impressão. De desconfiança já está a Praia cheia. Mais, na nossa campanha vamos criar a ligação humilde com o público, vamos conseguir uma maior aproximação e por conseguinte uma popularidade, que o senhor não a tem.

[APLAUSOS]

 
Duarte Marques
Muito obrigado. Dava agora a palavra ao Carlos Coelho.
 
Dep.Carlos Coelho

Muito bem. Obrigado pelas vossas prestações e apresentações. Vamos agora ouvir os comentários de quem sabe. O primeiro comentário será do Dr. José d’Aguiar, mais enquadrado nas técnicas e na leitura de sondagens, na sequência, aliás, dobriefingque vos foi dado.

E a encerrar a acção o Dr. Pedro Pinto com uma apreciação de natureza mais política. Dr. José d’Aguiar, tem a palavra por 15 minutos.

 
José d'Aguiar

Muito obrigado. Em primeiro lugar cumprimentar a mesa e dar-vos os parabéns a todos pelo excelente trabalho que fizeram. Não posso dizer que excederam as minhas expectativas porque eu não tinha nenhuma fasquia determinada, mas em relação à globalidade dos trabalhos que recebi e que tivemos agora de confirmar com as apresentações acho que estão todos de parabéns pelo esforço que tiveram e pela dedicação que colocaram em cada um dos trabalhos colocados.

Obviamente não vou fazer nenhuma análise grupo a grupo. O deputado Pedro Pinto irá em relação aos organigramas de campanha e até pela experiência que tem irá dar uma leitura mais individualizada de cada um.

Em relação aos dados e à forma como os trabalharam, basicamente dizer-vos duas coisas: acho que houve uma compreensão muito objectiva dobriefingque foi passado e isso nota-se na generalidade dos trabalhos e nas apresentações que foram feitas; e dizer-vos e obviamente não há receitas mágicas nem respostas absolutas para cada uma destas questões que foram colocadas.

Ou seja, há uma análise objectiva que creio que todos fizeram e o trabalho de contraditório serviu exactamente para chamar a atenção de eventuais falhas ou imprecisões de leitura dos dados estatísticos. Na generalidade acho que foram bem identificados os públicos-alvo e puseram, acho eu, em relação a este exercício os dois elementos que vos tinham pedido neste exercício, que foram a inteligência por um lado e a criatividade por outro.

Obviamente que houve equipas que foram um pouco mais longe. Nota-se também pelo trabalho escrito apresentado como também por exemplo a apresentação do orçamento de campanha que era um elemento que não tinha sido introduzido. Nós, na altura de elaboração dobriefing, tínhamos pensado em inserir a questão do orçamento de campanha, mas entendemos que seria demasiadamente exigente e eis que houve um grupo que veio ao nosso encontro com essa diferenciação.

Como houve outros que tiveram essa diferenciação e apresentaram imagens gráficas e no fundo puseram em prática e de forma visual para que pudéssemos ver aquilo que era a sua leitura das sondagens, quer em termos de posicionamento, quer em termos de mensagens-chave.

Houve também quem tivesse ido longe demais em relação à questão da comunicação, não tinha sido algo expressamente pedido. Fundamentalmente, na análise dos dados ver o cuidado que tiveram na elaboração dos cronogramas de campanha que é algo absolutamente fundamental quando se está a planear e a gerir uma campanha eleitoral.

Por outro lado, dizer-vos também que é importante que compreendam que esta dinâmica eleitoral efectivamente faz a diferença no momento de se ganhar uma eleição.

Isto é, embora saibamos que o comportamento eleitoral e a formação da opinião eleitoral é feita, até se calhar, muito antes da própria campanha eleitoral – e quando falamos de campanha eleitoral estamos a falar daquele período de dez dias que antecede o acto eleitoral –, na verdade é com este planeamento antecipado e com esta leitura de dados que conseguimos não só preparar as mensagens-chave como identificar sobretudo a quem é que nos queremos dirigir e, aí, a regra de ouro é não só consolidar o eleitorado que temos como identificar onde é que está o nosso eleitorado potencial e onde é que temos de trabalhar mais afinco para ir buscar o nosso eleitorado.

Sobretudo, se tivermos em atenção e isto não é nenhuma novidade, é algo que já existe formulado e pensado há pelo menos 60 anos que é algo que se chama a teoria económica da democracia e que tem a ver com os próprios custos associados à obtenção de informação política.

Isto é, não só a própria alteração dos eleitores com os eleitos e dos partidos com o seu universo eleitoral foi muito substancial nestas últimas décadas e existe uma relação de distanciamento e portanto os grandes comícios de antigamente, as grandes movimentações de massa foi algo que hoje foi substituído pela questão da tecnologia e pela questão da proximidade e vocês falaram muito na questão das redes sociais, nostwitterse blogues, enfim, se calhar extrapolando o que é o vosso conhecimento e a própria realidade nacional.

Mas a verdade é esta: quando mais simples e quanto mais facilitado for o acesso da informação para os eleitores menos custos eles terão na obtenção da informação. Sejam esses custos medidos em tempo, ou sejam esses custos medidos em dinheiro.

Por exemplo, comprar um jornal custa dinheiro, ler um jornal custa tempo. E, portanto, tudo aquilo que seja a redução ou a facilitação no chegar da mensagem ao eleitorado, sobretudo ao eleitorado que queremos impactar.

E aqui, no caso da Praia, vemos obviamente que temos de direccionar querendo cobrir toda a gente – somos um partidocatch all-, mas temos de priorizar as nossas acções e os jovens têm de estar no topo do nosso esforço de campanha, porque esse esforço de campanha vai implicar a alocação de recursos e de meios.

É importante que consigamos olhar para as faixas etárias. Aqui não fizemos a distribuição geográfica por freguesias, pois seria excessivo, mas olhar para a faixa etária e compreender exactamente onde é que está o nosso eleitorado. Julgo que transversalmente, de uma forma ou outra mesmo que algum grupo não tenha acertado - não tenha acertado, é como digo: não há receitas mágicas – exactamente na faixa etária, otargetprincipal em termos etários, pelo menos conseguiu dar uma fundamentação.

E é sobretudo neste exercício crítico de leitura de informação, usando a tal inteligência e a tal criatividade na apresentação de soluções que eu acho que vocês todos, obviamente, estão de parabéns e merecem uma saudação muito especial pelo trabalho que realizaram.

Gostava que genericamente tivessem olhado com mais detalhe para a avaliação das questões de índole política. Isto é, na caracterização das qualidades dos candidatos. Obviamente, quando estamos a passar umbriefingde campanha temos de conhecer o nosso adversário. Por isso, quem fez uma avaliação SWAT e se diferenciou fazendo aquilo que são os pontos fortes e os pontos fracos do nosso adversário em comparação com aquilo que são os pontos fortes e os pontos fracos da nossa candidatura obviamente que está um pouco à frente, pois consegue posicionar-se face ao eleitorado e consegue compreender como é que o outro candidato se posiciona, onde é que ele tem fragilidades e sabendo onde é que ele tem uma avaliação menos positiva por parte do eleitorado consigo entrar no eleitorado dele.

Até porque essa questão da transferência de voto é uma questão para a qual temos de olhar com muita atenção, sendo que a avaliação do próprio PAICV em relação ao seu candidato permite-nos extrapolar que pode haver uma transferência de votos do eleitor típico do PAICV para o MPD.

Obviamente, além de todos os indecisos e de toda a questão da abstenção. Deixem-me só ver se não me perco, não quero estar a citar casos em concreto. A questão dos temas e das propostas do candidato bem como oslogane assinatura da campanha, acho que genericamente foram bastante criativos. Reitero que alguns foram mais longe e apresentaram até uma imagem gráfica a acompanhar.

Gostei muito de alguns dosslogansque apresentaram. Tenho pena que não tivessem estado comigo há quatro anos nesta eleição que aconteceu verdadeiramente, mas enfim dar-vos também genericamente os parabéns pela imaginação e pela associação que conseguiram fazer com o nome do município, usando imagens apelativas, jogando com o nome da Praia e puxando por esse lado mais imediato que é algo muito importante, como já vos disse, em termos de redução do fosso entre eleitores e eleitos.

Essa aproximação é muito importante. Dir-vos-ia também, em relação ao posicionamento, que compreenderam genericamente como é que o candidato se apresenta ao eleitorado. Neste caso, obviamente, todos vocês têm um elemento em comum, todos apanharam a questão da arrogância e daí a questão de transmitir a proximidade do candidato, de popularizá-lo, como alguém referiu, descendo do seu pedestal, tirando-lhe no fundo algum carácter de técnico.

Não se esqueceram da experiência governativa que ele tinha antes, houve um trabalho que referiu que uma das críticas que eram apontadas era a falta de experiência, saliento que é experiência autárquica e não falta de experiência política.

Basicamente, em relação aostargetsjá vos disse, posicionamento também,slogane assinatura de campanha também e nos principais temas e propostas do candidato acho que fizeram uma leitura bastante razoável daquilo que a população indicou como sendo as principais necessidades.

Quer em relação às críticas do que ficou por fazer no último mandato, quer em relação ao que eram as suas expectativas de um mandato futuro. A questão da iluminação pública e da segurança é absolutamente fundamental e a transposição desses elementos não só para mensagens-chave da campanha, mas também para o programa da candidatura.

Enfim, quem tenha estudado um bocadinho percebeu que a questão da segurança e da iluminação, pelo menos no caso desta eleição, foi absolutamente determinante, bem como o apelo do voto jovem e também com toda a logística que isso implica.

Ou seja, aquilo que também gostei muito na generalidade das apresentações é que não só desenvolveram as ideias, não só desenvolveram os temas e não só se aplicaram a desenvolver um cronograma de campanha, como inclusivamente fizeram uma utilização desse próprio cronograma de campanha com distribuição de materiais e brindes sempre orientados para ostargetsque queriam impactar e no fundo conquistar como vossos eleitores.

Acho que o modelo foi muito dinâmico, foi muito interessante para quem estava desse lado, mais como observadores do que como participantes, ver a questão da oratória e da contra-argumentação.

Penso que se criou aqui uma dinâmica muitíssimo importante e eu, pelo menos, saio mais rico desta conversa e deste debate, porque de facto foi um gosto enorme poder assistir a esta dinâmica e a esta vossa apresentação.

Não tenho muito mais a dizer, passaria a palavra ao deputado Pedro Pinto que julgo que poderá fazer em relação à primeira parte da avaliação uma leitura muito mais objectiva e baseada na experiência que pode ser um excelente contributo também para todos.

Muito obrigado e boa sorte, bom resto da Universidade de Verão.

[APLAUSOS]

 
Pedro Pinto

Antes de mais quero dar-vos os parabéns, pois realmente os trabalhos que apresentaram no tempo que tiveram e nas exposições que fizeram são muito positivos e, quase que nalguns casos poderia dizer, surpreendentes pela lógica como algumas questões foram aqui postas, até porque tinham posicionamentos diferenciados.

Na questão do organigrama, posso dizer que quase todos foram preenchendo-o um pouco mais ou menos, mas o fundamental daquilo que se considera um organigrama de campanha está lá. Mas penso que o que fizeram é o que normalmente se faz e permitam-me que vos diga que talvez seja necessário ir, pelo menos num aspecto, um pouco mais longe, não tanto em ter mais matéria mas dar-vos a importância de alguns lugares no próprio organigrama.

Há só um caso, de todos, com que eu discordo, que é aquele em que o director de campanha é posto a um nível inferior aos assessores e portanto nesse caso estou completamente em desacordo. Para mim é de uma forma inequívoca que a seguir ao candidato o director de campanha é a pessoa mais importante na campanha. Isto porquê?

Principalmente nas campanhas muito tensas que são aquelas que nós estamos a lutar verdadeiramente para ganhar e para perder. Naquelas que vamos perder este problema normalmente não se põe. Já se sabe mais ou menos os resultados, cumpre-se o calendário e os organigramas funcionam, a logística e o marketing funciona e pronto.

É o que é. Nas campanhas que são realmente mais complicadas, aparecem muitas vezes aquilo que chamamos de baratas tontas que é a altura em que toda a gente dá opiniões, toda a gente, o da logística, o do marketing, até o que trata da parte jurídica e tem de haver apenas uma só pessoa a decidir.

Essa pessoa é claramente o director de campanha, mas para chegarmos a este ponto falta um aspecto a que me pareceu que ninguém fez referência. É que para mim entre o candidato e o resto da estrutura tem de haver uma direcção política, ou seja, a direcção política é claramente quem faz a definição do que vão ser os pontos importantes da campanha.

Todas as empresas de marketing, de comunicação, são chamadas, são ouvidas, são escolhidas, dão orientações, mas a última palavra, final, na definição da estratégia global cabe claramente a esse órgão. Isso porquê? Vocês não tiveram tempo, como é óbvio, mas é porque, como vão verificar quando fizerem uma campanha no futuro, que uma campanha eleitoral não é estática. Tem alterações no tempo, muitas vezes altamente surpreendentes. Aquilo que são os dados iniciais – principalmente se estivermos a trabalhar a seis meses –, aquilo que são os primeiros dados abordados em campanha e que foram sondados pelas pessoas em presença como elementos fundamentais, a partir de um certo momento da campanha eles são alterados.

Portanto, não podemos ter uma campanha que é estática. Foi muito bem feito. Há cronogramas aqui apresentados porquê? Porque se temos uma estratégia, regra geral eu monto o cronograma a começar com as acções que vou ter face ao meu planeamento estratégico durante aquele período, sabendo que vou ter de fazer correcções e adaptações consoante o que vai aparecendo.

Um dado a que me pareceu que também não deram grande importância foi a questão das sondagens. Dou, hoje em dia, uma grande importância. Não dou muita importância àquela sondagem para sabermos se estamos a ganhar, se temos 47% contra 35%, mas àquilo que chamamos a tendência das sondagens.

Porquê? Porque isso dá-nos a hipótese de em cada nós sabermos se a estratégia que estamos a delinear está a reflectir os seus efeitos. Ou seja, se conseguir estar a subir 0,1% e por aí adiante demonstro que estou com uma tendência, portanto o caminho é aquele e eu depois posso ter dentro daqueles exercícios que vocês fizeram fazer correcções, mas isto é análise pura porque obriga a saber quais são os pormenores que têm de ser alterados para levarmos a cabo isso.

Aqui é que ganha um papel fundamental a questão do director de campanha, pois ele como é óbvio está neste grupo. Muitas vezes inclusivamente não é possível, nem é desejável, que se saiba estes resultados. Portanto, deve saber o director de campanha, deve saber o responsável das sondagens e o director de campanha quando vai a estas reuniões passa na mensagem de forma a poder actualizar o discurso político e a estratégia política que está a ser feita e por isso transforma-se numa peça fundamental.

Depois, há outro aspecto que vi aqui uma grande preocupação e quase que me apetecia brincar um bocado, mas é evidente que o tempo que vos deram também vos dá para isso, e ganhei experiência em eleições anteriores de alguns que gostam de fazer as coisas muito apressadas, gostam de trabalho e então o que fazem?

Vêem que têm três meses e fazem no primeiro mês dois jantares, depois fazem mais quatro, enfim, isto não é nada. O que tenho de saber é quais são as mensagens que quero passar e depois de as saber é que determino quais são os tipos de instrumentos e eventos que vou fazer para passar essa mesma mensagem.

Isto é fundamental como é importante a análise política que tem de caber numa direcção de campanha. A direcção de campanha não é a execução de uma coisa amorfa encomendada por alguém e que uma qualquer empresa chega cá e faz.

Vou-vos dar um exemplo só para brincar um pouco talvez: como sabem, em Portugal, utilizou-se muito os brasileiros para fazer comunicação. Podia dar-vos um ou dois exemplos de grandes empresas que tiveram sucesso em Portugal, que as primeiras coisas que fizeram eram coisas que eram verdadeiros desastres. Porque eles faziam a análise da campanha, tinham toda a lógica, toda a técnica, toda a teoria, mas a sua lógica era para ser aplicada no Brasil, não era para ser aplicada em Portugal e portanto isso teria efeitos altamente negativos.

Outra matéria em que não vi grande evolução aqui nem em parte nenhuma tem a ver com aquilo que se chama a utilização dos novos tipos de campanha. Já utilizámos, mas o que está por utilizar agora ao nível das modernas partes da comunicação, sabemos que isso chega a um determinado tipo de eleitorado não é propriamente do mesmo exemplo que vocês tinham, mas são comunidades envelhecidas, muitas delas.

Está a haver uma tendência, a meu ver, para se esquecer também a velha forma de comunicação. Ou seja, passou-se a dizer assim: hoje não interessa. Até me ri aí com uma pessoa que ia com quatro pessoas para a rua. Não vão. Para ir para a rua com quatro pessoas fiquem em casa. Há aqui gente à volta sentada, que já esteve comigo em campanhas e sabe, pois já saíram comigo e quando as coisas estão dessa maneira eu digo para irem todos para casa porque não faço campanhas em que não demonstro força.

Há uma coisa que é evidente: quem conseguir ter capacidade de mobilização de pessoas, porque este é o valor máximo, é aquilo que transmite mais que qualquer mensagem transmitida num cartaz, um conjunto de pessoas, não dessas que a qualquer altura se arranjaram, mas um conjunto de pessoas que está empenhada num projecto, e sai para a rua como candidato e não é só o candidato que fala, são as próprias pessoas que se transformam em mensageiros dessa mesma mensagem, vocês não tenham dúvidas que isso no meu entender tem uma grande importância.

Por isso, volto a dizer que esta parte da logística mais uma vez é diferenciada, tem uma grande importância no director de campanha. Porquê? Porque obriga a coordenações e é de muita importância a mobilização de pessoas.

Penso que pouco mais tenho a dizer-vos sobre isto. Há um dado que esse também se prendia com o vosso trabalho e que se prende com a questão da juventude. Não é por estarem aqui, há pessoas que trabalham comigo há anos e posso dizer-vos uma campanha em que estrato social que quero atingir são os mais idosos, garanto-vos que há um departamento de juventude.

Garanto-vos que há um departamento de juventude porque, principalmente, estou em Portugal. Isto acontece em muito poucos casos, mas dou-vos o exemplo de Lisboa. Se fizessem uma análise a Lisboa chegariam a uma conclusão: que a maior parte do eleitorado é um eleitorado idoso.

Partindo de um princípio lógico de extrapolação, não faço um departamento de juventude, o meu eleitorado é fundamentalmente aquele por isso não faço, não ganha importância. Não. Ganha importância por muitas razões. Primeiro, desde logo, pela mobilização e segundo, porque quero um projecto autónomo.

Ou seja, quero que dentro do projecto que existe apresentado pelo candidato a própria juventude tenha ela uma visão do fenómeno da sua cidade que é quase sempre diferenciada da visão do tal grupo que pensa a estratégia e tem portanto também a necessidade de ter essa pessoa e por tal afastar do organigrama a estrutura do departamento de juventude acho que é um erro.

Mais um aspecto: ligação ao partido. Podemos ter dois tipos de organigrama. Se fôssemos uma lista de independentes isso não se punha e só uma clarificação: hoje em dia é obrigatório haver um director financeiro; é apenas uma passagem para clarificação vossa para quando estiverem metidos nestas coisas.

A ligação ao partido, no meu entender, é feita fora do organigrama do partido, ou seja, não há lugar para a estrutura do partido dentro de campanha. Há uma ligação que deve, sim, ser feita e mais uma vez, por uma só pessoa, ou seja, não há três pessoas a coordenar, há uma, isso é fundamental.

Quem faz essa ligação é o director de campanha, ou em qualquer momento uma pessoa que ele determine que tenha de fazer isso do conselho político. Porquê? Para nós não entrarmos aqui em conflitualidade de posições. Temos um grau de dependência e devemos tê-lo nas campanhas eleitorais e cada vez mais isso se torna necessário.

Não posso deixar de contar com um conjunto de pessoas que faz a sua vida normal dentro do partido, muitos deles a prepararem programas para as eleições autárquicas e para essas matérias todas e depois quando chegar a altura da eleição essas pessoas seriam afastadas e não participariam. Essa participação, no meu entender, é absolutamente necessária, benéfica, sem afastar rigorosamente ninguém.

Agora para terminar: osoutdoors. Acho que somos uma população com uma falta de imaginação monumental. Andámos anos semoutdoorse de repente estamos provavelmente há quinze anos – com Cavaco passámos para os outdoors intermédios – portanto desde 1995 que devemos estar a usar os outdoors gigantes (8 por 3). E essa é a forma quando queremos dar a conhecer a alguém quando ele é feito de uma determinada pessoa.

Eu penso que é tempo de haver aqui alguma imaginação. Posso dizer que tenho alguma, mas não vou dizer, porque espero utilizar se deus quiser. Mas penso que é tempo de mudarmos isso, porque não ajuda nada na qualidade de vida de uma cidade ter um elemento quase sempre tão feio como é ooutdoor.

Ooutdoorcausa um choque visual com o próprio ambiente que tem na cidade e portanto acho que temos de criar e aí pedia-vos, novas formas de comunicação deste tipo, não através do sistema dos computadores, mas nesta matéria precisamos de algo que embeleze as cidades e não as ponham mais feias.

Na estratégia, quase sempre, principalmente quando é na estratégia de conquista temos o presidente que está mais bem colocado. Em Portugal ganhar a um presidente que está lá é muito difícil, não é fácil. Tem de ser uma campanha com seis, oito, dez, meses de antecedência, claramente com muito terreno e que não pode ser apenas construída pela positiva. Ou seja, não pode ser uma campanha em que tenho apenas um bom candidato, porque isso devo ter sempre.

O princípio é sempre ter bons candidatos, pois com maus candidatos por muito boa que seja a campanha a coisa não corre bem. Mas um bom candidato com uma boa campanha precisa muitas vezes de provocar o desgaste no candidato adversário. Isto, a meu entender, deve ser feito, como o que alguém falou aqui e bem, através de uma ideia como osteasers.

Ou seja, o levantamento de questões negativas é bom para começar a pôr essa pessoa em causa. A outra são os temas polémicos, ou seja, se eu quiser e muitas vezes tenho de ser capaz, por exemplo, numa campanha, vocês já não se lembram nada da campanha de Lisboa em 2001, 2002, mas houve uma altura em que apareceram uns cartazes não-assinados (polémica desde logo, cartazes não-assinados). Uns tinham o trânsito parado, outros tinham uma pessoa a ser assaltada por esticão, enfim, vários cartazes dessa natureza.

Levantaram uma polémica em que toda a comunicação social dizia que aquilo não podia dar resultado. Esta campanha era uma campanha que ia falhar, mas todos os dias falavam da campanha. Conseguimos, numa comunicação social que não nos era favorável, fizesse exactamente aquilo que ela fizesse. Mas porquê? Porque havia pensamento político. Isto não surgiu de um idiota qualquer.

Mas sabíamos de antemão que uma agressividade num determinado momento de campanha tem de ser compensada por um momento de suavização dessa campanha para terminar, como em princípio se tudo correr bem, com um momento de euforia e de vitória. Portanto, as campanhas não podem ser iguais ao longo de todo o período.

Por isso, a parte da estratégia que é acompanhada e depois é dirigida pelo director de campanha, que dirige isto tudo junto dos média, de todas as equipas que estão lá dentro, ganha uma importância fundamental. Penso que é tudo o que tenho para vos dizer.

Obrigado.

 
Dep.Carlos Coelho

Agradeço muito o comentário dos nossos convidados. Não vou fazer nenhum comentário aos projectos, não é a minha função, mas queria fazer três notas sobre o vosso exercício. A primeira é de grande agrado.

O que queríamos com o exercício era municiar-vos com a capacidade de interpretarem sondagens, porque isso vai ser um instrumento útil para as campanhas que se aproximam e queríamos reforçar as vossas capacidades de trabalho em grupo. Esses eram os nossos dois grandes objectivos. Vocês ultrapassaram, fizeram muito mais, mais de metade dos documentos que vocês apresentam tem qualidade profissional.

Estão muito bem justificados, têm propostas muito bem feitas, algumas verdadeiramente criativas e portanto os vossos trabalhos, pela qualidade, ultrapassam claramente os nossos objectivos. Tenho que vos felicitar e dizer que me surpreenderam claramente.

A segunda coisa é que de uma forma global entre a totalidade das apresentações, a totalidade dos ataques e a totalidade das defesas o momento menos conseguido foram as defesas. O que significa que estudaram bem a apresentação, provavelmente anteciparam os ataques e portanto devem ter estudado linhas de ataque, mas não conseguiram antecipar com tanto sucesso os ataques que vos iriam fazer e preparar as respectivas defesas.

Muitas ficaram pela resposta claramente limitada às provocações que vos fizeram, esquecendo aquele conselho que vos dei no "Falar Claro”, que a resposta ou os esclarecimentos podem ser uma oportunidade para mudar de assunto ou reinsistir nas propostas. Portanto, de uma forma geral, entre os três tipos de participação que tivemos, no global, os momentos menos conseguidos foram as defesas.

O que acho muito interessante, porque isso significa que reagiram pior ao improviso. Os três modelos, ou dos três momentos, onde tinham de ter mais capacidade de improviso era de facto no terceiro.

Terceiro, para assinalar que acho que as apresentações de uma forma geral estiveram boas, umas melhores que outras e a melhor de longe foi a do Pedro Sousa do grupo Encarnado.

[APLAUSOS]

Esteve bem em tudo, na substância, na apresentação, na postura e na voz. Já agora, Pedro, para sermos perfeccionistas, não vale meter a mão no bolso. De resto, foi verdadeiramente muito bom.

Nos ataques houve dois que achei mais bem conseguidos: o José Miguel do grupo Azul e a Marta Palma de Carvalho do grupo Verde. [APLAUSOS]

A Marta curiosamente fez um ataque muito curto, praticamente falou quase um minuto, o que significa que fez jus àquele princípio de que quanto mais falamos mais nos enterramos, ela preferiu curto e bom do que prolongado e com alguns erros.

Mas a verdade é que quando nós temos tempo de intervenção devemos pensar em tirar proveito dele. Em bom rigor, a Marta com a facilidade de discurso que teve se tivesse falado mais um bocadinho conseguiria marcar tantos pontos quanto aqueles que marcou no curto espaço de tempo em que falou.

De resto estão todos de parabéns. Peço à equipa de avaliadores para vir para aqui. O Duarte e eu vamos acompanhar os nossos convidados à saída. Temos um lanche lá em cima e quem se inscreveu para a visita a Castelo de Vide, ou quem decidiu entretanto que quer vir, às 17h30 encontramo-nos aqui em frente ao hotel para fazer a visita.

Até já e muito obrigado.